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17 de janeiro de 2011

Carpe Diem, de novo

"Estamos
condenados 
a ser livres"

"Deus morreu. 
Estamos sós e sem desculpas"



Acreditas no destino ou na liberdade?
Acreditas que cada passo que damos são manipulados pela Natureza? Por Deus, por algo superior, como o Destino? Achas que cada pensamento, cada batida de coração são destinadas a acontecer? Que podemos pensar em mudar, e que são tudo consequências dos pensamentos que essa coisa superior nos permite ter? Como, eu agora estou a escrever, será que essa Coisa, mandou-me escrever? Ou agora desisto de escrever, será que a tal Coisa não me permite descobrir mais?

Ou não?
Talvez a magia do querer-é-poder seja real.

Ou não.
Talvez apenas É.

E basta. Porque são incertezas. Porque são questões e interrogações infinitas. Por que são suposições, demasiados talvez, muitas palavras e devaneios para um limite.

Limite...

Sabes que mais?

Passamos a vida inteira a tentar fugir á regra, a ser a excepção, a desobedecer, a quebrar o moral, a negar a lei, estamos constantemente á procura da Liberdade, a tentar sentir essa sensação que parece tão... livre...

Como se quase soubéssemos que a ambiçao de querer e bastar estivesse a acabar. Como se o fim da procura da Eterna Felicidade chegasse.

E depois. A Liberdade

E qual é o sabor?

Doce, Respulsivo, Surpreendente? Com mais uma pitada de baunilha ficaria excelente?

Agora vem o depois. O depois significa tarde de mais. Tarde de mais para mudar. Por que estamos enraizados á nossa luta. O prémio não é espetacular, é assustador, é aperfeiçoar uma linha imperfeita durante décadas e quando chegar a altura de testar, termos medo de errar. Significa a Dependência. Talvez já tenhamos desistido da Liberdade e só nesse preciso momento nos apercebemos. Estamos condenados. Ultrapassámos o Limite.

E agora Deus nos observa apenas. Estamos dependentes da nossa fé. Assim como essa mesma fé testa-nos. E esta multidão á volta... São apenas peões, bases, obstáculos, e alegrias. Porque estamos sós. E sem desculpas. Com a impossibilidade de um perdão possível. Com uns pecados que pesam na consciência. Com um inferno na superfície, na mesma superfície que antes julgávamos límpida e pura.



Moral da história? Carpe diem.

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